A saída considerada iminente do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, tem gerado dor de cabeça para o governo sobre a sucessão no comando da pasta.
Um dos cotados para assumir a cadeira pelo menos interinamente é o secretário executivo Manoel Carlos de Almeida Neto. O atual braço direito de Lewandowski no ministério, entretanto, está longe de ser uma unanimidade.
O incômodo relatado por fontes ouvidas sob reserva pela CNN é que Manoel atuaria para assumir a pasta em uma articulação sem o conhecimento de Lewandowski. Uma ala chega a falar em debandada de parte da equipe caso isso aconteça.
Pessoas próximas ao secretário, no entanto, negam qualquer articulação de Manoel neste sentido e afirmam que se o ministro deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, ele seguirá o movimento de Lewandowski.
A especulação em torno da saída de Lewandowski também gerou expectativa sobre uma eventual opção pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para a função ou até mesmo algum ex-governador.
Até abril, diversos ministérios devem ter mudanças no comando para que os ministros possam ser candidatos nas eleições de outubro. A expectativa é que boa parte das pastas passem a ser comandadas pelos atuais secretários executivos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também já sinalizou a aliados que pode desmembrar o ministério em 2026 e recriar a pasta da Segurança Pública, que existiu no governo Temer e teve Raul Jungmann como primeiro e único ministro. O movimento, no entanto, é atrelado mais a uma promessa de campanha ou a uma materialização condicionada à aprovação da PEC da segurança.
Por Por Brasília
Fonte CNN Brasil
Foto: 28/8/2025 REUTERS/Jorge Silva













