Três formas para integrar a IA como parceira da equipe — não como substituta, segundo executivo

Especialista defende treinamento, método e foco em aumento de capacidade, não corte

A discussão sobre inteligência artificial nas empresas costuma começar pelo medo — e terminar na paralisia. Enquanto parte dos executivos ainda debate se deve ou não adotar IA, concorrentes já estão integrando modelos avançados aos seus fluxos de trabalho.

A questão deixou de ser “se” e passou a ser “como”. O investidor e executivo Howard Tullman é direto: o barco da IA já partiu e esperar o convite para embarcar é ficar para trás.

O desafio estratégico agora é transformar a IA em parceira operacional — não em substituta de pessoas.

Segundo Tullman, a IA não vai “pular” sua indústria nem desacelerar por resistência cultural. Pelo contrário, os modelos estão se tornando mais rápidos, precisos e abrangentes a cada mês.

Se gestores resistem porque experiências iniciais foram frustrantes, ele aponta três fatos que precisam ser considerados. As informações foram retiradas de Inc.

  1. Testes amadores não refletem o estado atual da tecnologia
    Muitas tentativas feitas nos últimos 18 meses usaram versões básicas e gratuitas de modelos como o ChatGPT, muito inferiores aos modelos corporativos atuais.

Avaliar a IA com base nessas experiências seria, segundo Tullman, como tentar cortar cabelo com um machado — o resultado ruim não diz nada sobre as ferramentas modernas.

  1. Uso sem método gera “lixo na entrada, lixo na saída”
    Outro erro comum é permitir que colaboradores explorem IA sem treinamento adequado.

Sem metodologia, sequência estruturada de prompts e compreensão das capacidades dos modelos, os resultados tendem a ser superficiais ou inconsistentes.

Não por acaso, engenheiros de prompt se tornaram profissionais altamente demandados. Saber “conversar” com a máquina faz diferença real na qualidade da entrega.

  1. Apoio externo pode ser necessário — e complexo
    Tullman afirma que muitas empresas precisarão de suporte externo especializado.

O problema é que esse talento é escasso, caro e difícil de supervisionar. Projetos podem ultrapassar orçamento e perder controle se não houver governança clara. A recomendação é estruturar processos antes de escalar iniciativas.

Por Por Brasília
Fonte Exame
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