“Eu penso demais.” A frase costuma vir acompanhada de culpa, como se refletir excessivamente fosse falha de caráter, fraqueza ou incapacidade de agir.
Mas a especialista em inteligência emocional Marian Vera propõe que o problema não é pensar demais — é não saber direcionar essa mente poderosa.
Para quem vive analisando cenários, antecipando riscos e revisitando decisões, a provocação é relevante: e se aquilo que você considera um defeito for, na verdade, uma competência mal calibrada?
A seguir, veja três características que ninguém fala de pessoas que pensam demais. As informações foram retiradas de AS EUA.
- Uma mente que conecta pontos invisíveis
Segundo Vera, pessoas que pensam demais possuem uma mente altamente ativa e profunda.
“Elas sentem rápido, compreendem profundamente e conectam pontos que outros nem percebem”, afirma.
Esse padrão cognitivo favorece leitura de contexto, pensamento estratégico e capacidade de antecipação — habilidades altamente valorizadas em ambientes profissionais complexos.
O conflito surge quando essa mesma mente passa a ser usada para antecipar dor, controlar variáveis e evitar vulnerabilidade. Nesse momento, a reflexão deixa de ser recurso e vira mecanismo de defesa.
- Sensibilidade elevada — que vira dúvida
Quem pensa demais percebe silêncios, mudanças sutis de energia, expressões mínimas, ou seja, têm radar emocional apurado.
O problema não é essa percepção. É não saber o que fazer com ela.
Sem um espaço seguro para processar o que sentem, essas pessoas transformam sensibilidade em autocrítica, passam a duvidar das próprias intenções, interpretam sinais neutros como erro próprio e vivem em estado de questionamento constante.
O que parece insegurança pode ser, na verdade, sensibilidade sem ancoragem.
- Potencial reprimido pelo medo
Existe ali um potencial enorme, mas algo impede que ele se manifeste plenamente. Não é falta de coragem, é medo — de errar, de ser mal interpretado, de perder controle.
A especialista reforça que pessoas que pensam demais não precisam “consertar” a mente, mas sim reconectar-se ao corpo. Sair do excesso de antecipação e voltar ao momento presente.
Por Por Brasília
Fonte Exame
Foto: Daniel de la Hoz/Getty Images













