Os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, têm prevista para a próxima semana uma videoconferência com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), para tratar da proposta de tarifas anunciada pelo governo americano sobre produtos brasileiros. A data, contudo, ainda não está confirmada.
O prazo de um mês para o grupo de trabalho (GT) criado para discutir tarifas após a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente Donald Trump, na Casa Branca, em maio, termina neste domingo (7). Porém, diante da proposta do novo tarifaço, as equipes dos dois países seguirão em contato até 15 de julho, data estabelecida para o início da aplicação das tarifas, caso não haja acordo.
Na segunda-feira (1º), o USTR anunciou a proposta de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando que o governo brasileiro adota práticas “irrazoáveis” que prejudicam o comércio norte-americano. As práticas mencionadas após a investigação realizada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos são: tarifas consideradas desleais, o PIX, falhas no combate à corrupção, desmatamento e acesso ao mercado de etanol.
No dia seguinte, terça-feira (2), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos apresentou outra proposta de tarifa, de 12,5%, para mais de 60 países, entre eles o Brasil, por concluir que há falhas na proibição e fiscalização da comercialização de mercadorias provenientes de trabalho forçado.
A avaliação do governo brasileiro é que há chances de buscar um acordo sobre a aplicação da tarifa de 25%, direcionada especificamente ao Brasil. Porém, interlocutores veem mais dificuldade na reversão da sobretaxa de 12,5%, anunciada para diversos países.
A aposta entre os auxiliares do presidente Lula é que as negociações possam chegar a um bom termo para Brasil e Estados Unidos e, assim, evitar ou ao menos postergar a sobretaxa de 25% até uma solução definitiva.
Neste momento, o governo brasileiro concentrará a negociação nas questões tarifárias. Há a possibilidade de avançar com algumas propostas, mas o PIX, como já defendeu o próprio presidente Lula, está fora de cogitação.
Fonte CNN Brasil
Foto: REUTERS












