13 das 25 profissões que mais crescem no Brasil têm algo em comum: gestão

No ranking do LinkedIn, tecnologia e saúde lideram, mas a maior parte dos cargos pede base em gestão e finanças

O LinkedIn divulgou a lista Empregos em Alta 2026, com os 25 cargos que mais cresceram no mercado de trabalho brasileiro nos últimos três anos.

O levantamento usou dados de contratações e vagas anunciadas na plataforma entre janeiro de 2023 e julho de 2025. No topo aparecem engenheiro de IA, técnico de enfermagem e planejador financeiro, reflexo direto do avanço da inteligência artificial e da demanda por saúde.

Mas o dado mais revelador não está no topo. Basta descer a lista para encontrar um padrão que se repete: pelo menos 13 dos 25 cargos têm no centro atividades típicas de quem se forma em Administração, como planejamento financeiro, gestão de contas, relações corporativas, cadeia de suprimentos, orçamento e recrutamento.

O fio condutor por trás da lista
O ranking foi montado a partir de critérios técnicos: crescimento consistente de contratações, volume relevante de vagas no último ano e aumento significativo até 2025. Cargos temporários, de estágio e dependentes de poucas empresas foram excluídos.

Áreas de tecnologia, saúde e energia concentram os primeiros lugares. Mas nomes como planejador financeiro (3º), especialista em gestão de contas (7º), consultor de investimentos (9º), gerente de relações corporativas (14º), gerente de novos negócios (15º), analista de auditoria (17º), chefe de gestão de cadeia de suprimentos (18º), gerente de seleção (19º), gerente de planejamento estratégico (21º), gerente de projetos de marketing (23º), consultor de logística (24º) e analista de orçamento (25º) mostram que boa parte do crescimento de vagas no país passa por funções de gestão, não só de engenharia ou tecnologia.

Isso explica por que cargos de gestão aparecem lado a lado com posições técnicas. Um gerente de cadeia de suprimentos ou um analista de orçamento cumprem, na prática, o mesmo papel que um engenheiro de confiabilidade: reduzir incerteza. A diferença é que o primeiro grupo se apoia em ferramentas de gestão, finanças e processos, não em engenharia ou ciência de dados.

O que isso muda para quem escolhe a faculdade
O levantamento reforça uma tendência que já aparece em outros estudos de mercado de trabalho: dominar dados e inteligência artificial deixou de ser exclusividade de quem se forma em exatas. Cargos ligados a planejamento estratégico, orçamento e gestão de projetos pedem cada vez mais essa camada analítica, somada a competências que sempre foram centrais na Administração, como negociação, visão de processos e leitura de mercado.

Escolas como a Faculdade de Administração da Saint Paul acompanham esse movimento formando profissionais que transitam entre número e estratégia, exatamente o perfil que a lista do LinkedIn identifica como o de maior crescimento fora da tecnologia.

A lista de 2026 confirma que o mercado não está migrando só para a tecnologia. Está migrando para quem consegue transformar dado em decisão.

Fonte Exame
Foto: Imagem gerada por IA