Quatro erros comuns que as empresas cometem com a IA agentiva

Ignorar o papel estratégico da IA agentiva pode custar caro, e já está deixando empresas para trás

A inteligência artificial deixou de ser promessa para se tornar parte do cotidiano corporativo. Mas em 2026, não é qualquer IA que define vantagem competitiva. 

Enquanto muitas empresas ainda veem a tecnologia como um suporte operacional, outras já descobriram a próxima fronteira da transformação, a IA agentiva.

Segundo Dean Guida, CEO da Infragistics, a IA agentiva é um divisor de águas comparável à internet nos anos 1990 ou ao iPhone nos anos 2000. Ela atua de forma autônoma, antecipa decisões e transforma equipes em máquinas de execução. Mas essa revolução está sendo mal compreendida, e mal aplicada. 

A seguir, veja os erros mais comuns que estão sabotando o uso da IA agentiva nas empresas, e o que você, como profissional protagonista, precisa entender para liderar com visão de futuro. As informações foram retiradas da matéria publicada na Entrepreneur.

  1. Confundir IA agentiva com chatbot
    Muitas empresas ainda acham que IA agentiva é apenas uma versão mais avançada do ChatGPT, mas não. Enquanto chatbots executam comandos e automatizam tarefas reativas, a IA agentiva toma decisões, aprende com dados e recomenda ações estratégicas.

Ela não apenas escreve um e-mail ou resume um relatório, ela analisa contextos, identifica padrões de desempenho e propõe melhorias reais. Tratar essa tecnologia como um chatbot limita completamente seu potencial de impacto.

  1. Achar que qualquer dado serve
    Outro erro comum é alimentar a IA com dados em massa, sem critério. Na prática, IA ruim é resultado de dados ruins. Dados espalhados, não estruturados ou desatualizados geram análises imprecisas e decisões equivocadas.

Empresas que usam IA agentiva de forma estratégica sabem que dados precisam ser limpos, integrados e constantemente atualizados. Só assim é possível gerar insights confiáveis para tomada de decisão em alta velocidade.

  1. Acreditar que IA não precisa de supervisão
    Mesmo com toda sua autonomia, a IA agentiva ainda precisa de humanos no comando. Profissionais que entendem o funcionamento da ferramenta, que ajustam parâmetros e reavaliam as respostas geradas. Sem essa supervisão, a IA pode seguir caminhos desalinhados aos objetivos do negócio.

A IA não substitui julgamento humano, ela amplifica a capacidade humana de pensar e decidir com mais clareza, baseando-se em dados e contexto.

  1. Tratar a IA agentiva como tecnologia do futuro
    O erro mais perigoso talvez seja achar que a IA agentiva “ainda não chegou” ou “não é para agora”. A verdade é que ela já está sendo usada por empresas líderes para otimizar processos, antecipar tendências e acelerar resultados.

Organizações que esperarem “a hora certa” para adotar a IA ativa já estão ficando para trás. A revolução não é mais uma previsão, é uma realidade em curso.

Por Por Brasília
Fonte Exame
Foto: Leylaynr/iStockphoto