O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o Brasil “não vai se curvar a quem quer que seja” ao se referir aos recentes comportamentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (21).
Boulos comentava sobre a exploração de terras raras na América do Sul e no Brasil — que têm elementos fundamentais para fabricação de tecnologia de ponta — quando fez a declaração. O ministro ironizou ao dizer que o país pode “deixar uma empresa americana explorar, tirar o valor de nada e só beneficiar a eles” com os minerais.
“É o que o Trump quer, com esse colonialismo que ele quer estabelecer na América Latina, achando que é o chefão do mundo”, completou.
Em seguida, Boulos afirmou que “o Brasil é um país soberano” e disse que a nação “não vai se curvar a quem quer que seja”. “É inaceitável que alguém queira ser o dono do mundo”, pontuou.
O Brasil é apontado como o segundo maior detentor de reservas de terras raras do mundo, conforme relatório do Mineral Commodity Summaries, de 2025. A sugestão do ministro é que o país invista no desenvolvimento da exploração de terras raras por meio de sustentabilidade ambiental.
Para Boulos, deve haver processamento, cadeia industrial e, por fim, a venda desse produto para os EUA e outros países do mundo, “com valor agregado”.
As críticas do ministro ao governo Trump ocorrem logo após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e à captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enquanto eles dormiam.
Na mesma data, no último 3 de janeiro, o presidente dos EUA disse à Fox News que o país estará “muito fortemente envolvido” na indústria petrolífera da Venezuela. Segundo ele, o objetivo é envolver as grandes empresas de petróleo americanas no setor energético da nação latina.
Por Por Brasília
Fonte CNN Brasil
Foto: Vinicius Reis Ascom/SGPR













