Pesquisador, atleta ou fundador: os 5 caminhos que hoje provam talento dentro da universidade

Cada trajetória dentro da faculdade, da pesquisa ao esporte, tem seu próprio jeito de provar valor no currículo

Quem está na faculdade hoje enfrenta uma pergunta que a geração anterior não precisava responder tão cedo: em qual frente vale a pena investir tempo para se destacar antes mesmo de se formar? A resposta não é única. 

Dados de instituições como CNPq, Sebrae, Abres e CBDU mostram que existem pelo menos cinco caminhos reconhecidos hoje como prova concreta de talento dentro da universidade, e cada um deles fala com um tipo diferente de estudante.

  1. Pesquisa acadêmica: o caminho que constrói reputação de longo prazo
    Quem entra em um grupo de pesquisa ainda na graduação passa a construir, sem perceber, um patrimônio próprio: o Currículo Lattes, plataforma do CNPq que virou padrão nacional para registrar produção científica. É recomendado que o universitário busque, desde os primeiros semestres, participar de práticas de extensão, monitorias e iniciação científica para se tornar um profissional com maior diferencial no mercado.

É o caminho mais lento dos cinco, mas também o mais decisivo para quem mira pós-graduação, editais de fomento ou carreira em pesquisa aplicada.

  1. Organizações estudantis, sociais ou voluntárias: liderança que aparece fora da sala de aula
    O Brasil tem uma base de voluntariado maior do que aparenta. Segundo pesquisa Datafolha, 55 milhões de brasileiros fazem algum tipo de trabalho voluntário, e um levantamento do IDIS mostrou que a solidariedade motivou 74% dos voluntários brasileiros a se engajar em causas coletivas. 

Para quem está na faculdade, atuar em centros acadêmicos, ONGs ou projetos sociais funciona como treino real de liderança, gestão de equipe e resolução de conflito, competências que raramente aparecem em uma disciplina isolada.

  1. Trabalho efetivo ou estágio: a porta mais concorrida do mercado
    O estágio segue como o caminho mais procurado, mas também o mais disputado. A Associação Brasileira de Estágios (Abres) estima que o país tem cerca de 20 milhões de jovens aptos a estagiar, mas apenas 5,5% deles, entre 900 mil e 1 milhão, conseguem a vaga. Quem entra, porém, tende a permanecer: a entidade calcula que entre 40% e 60% dos estagiários são efetivados ao fim do contrato. 

O volume de oportunidades também cresceu. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o número de estagiários saltou de 624 mil em 2023 para 990 mil já no primeiro bimestre de 2025.

  1. Empreendedorismo: quando o negócio nasce antes do diploma
    Empreender na faculdade deixou de ser sinônimo de abandonar os estudos. Levantamento do Sebrae mostra que o percentual de jovens empreendedores brasileiros com ensino superior incompleto ou completo saltou de 14% para quase 28% em 14 anos. 

E o motivo por trás desses negócios também mudou: a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) revela que 75,9% dos empreendedores entre 18 e 34 anos apontam o desejo de gerar impacto social como principal motivação para abrir um negócio, à frente do interesse puramente financeiro.

  1. Artes ou esportes: performance que também vira formação
    Talento em quadra ou em palco também abre porta acadêmica. A Confederação Brasileira do Desporto Universitário informa que os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) reúnem mais de 18 mil estudantes-atletas por ano, dos quais mais de 12 mil conseguem bolsa em universidades privadas por causa da competição. 

O impacto vai além do ambiente acadêmico: em 2024, 87% dos atletas da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Paris eram beneficiários do programa Bolsa Atleta, que também contempla a categoria estudantil.

O Na Prática convoca todos os estudantes entre 18 e 34 anos para concorrer à esse prêmio
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.

Fonte Exame
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