O Distrito Federal concentra a maior parte da receita bruta de serviços na Região Centro-Oeste, impulsionado principalmente pelo segmento de atividades profissionais, administrativas e complementares. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, divulgada pelo IBGE.

Em 2024, o setor de serviços não financeiros no DF reuniu 42,4 mil empresas ativas, que empregaram 435,8 mil pessoas. O levantamento registrou uma receita bruta de R$ 87,0 bilhões e gastos de R$ 18,8 bilhões com pessoal, incluindo salários e outras remunerações.
O segmento de serviços profissionais foi o principal destaque em todas as variáveis analisadas. Ele foi responsável por empregar mais da metade dos trabalhadores do setor (51,4%), o que corresponde a 224,1 mil pessoas, e acumulou 42,4% dos gastos com pessoal.

Em relação à receita, a maior participação também veio dos serviços profissionais, com 37,3% do total. Em seguida, aparecem os serviços de informação e comunicação, com 24,8% da receita, somando R$ 21,5 bilhões.
Salários
A remuneração média mensal no setor de serviços do Distrito Federal correspondeu a 2,4 salários-mínimos em 2024. Este valor posiciona a capital federal com o terceiro maior salário médio do país no segmento.
O DF fica atrás apenas das remunerações pagas pelas empresas de serviços de São Paulo, com média de 2,7 salários-mínimos, e do Rio de Janeiro, com 2,4 salários-mínimos.

Cenário no Centro-Oeste
A Região Centro-Oeste representou 7,4% da receita bruta de serviços do país em 2024. O ranking regional de participação na receita foi liderado pelo Distrito Federal, com 30,8%.
Na sequência, aparecem Goiás (30,1%), Mato Grosso (25,6%) e Mato Grosso do Sul (13,5%). Com exceção do DF, a atividade predominante nas demais unidades da federação foi a de transportes e serviços auxiliares, que representou 34,7% da receita bruta da região.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil













