O avanço da inteligência artificial está mudando a forma como empresas contratam, avaliam e desenvolvem profissionais. Em um cenário no qual ferramentas digitais passam a fazer parte da rotina de diferentes áreas, o diferencial não está apenas em saber usar novas tecnologias, mas em combinar conhecimento técnico com habilidades humanas capazes de gerar impacto nos negócios.
Um levantamento do LinkedIn, chamado Habilidades em Alta 2026, mostra que competências ligadas à inteligência artificial, gestão de projetos e comunicação estratégica estão entre as mais valorizadas pelo mercado brasileiro.
O estudo reforça uma tendência: profissionais que conseguem unir tecnologia, pensamento estratégico e relacionamento interpessoal ampliam suas possibilidades de carreira.
Segundo a pesquisa, um em cada cinco profissionais no mundo afirma que a falta de qualificação adequada dificulta a busca por emprego, em um momento em que novas ferramentas e sistemas transformam diferentes funções.
Inteligência artificial deixa de ser diferencial e passa a ser habilidade básica
Durante anos, o domínio de tecnologia esteve associado principalmente a profissionais de áreas como programação e engenharia. Agora, a inteligência artificial começa a fazer parte da rotina de setores como marketing, vendas, recursos humanos, educação e finanças.
De acordo com o LinkedIn, o diferencial competitivo não está apenas no acesso às ferramentas, mas na capacidade de integrá-las ao trabalho, interpretar informações e transformar dados em decisões.
Na prática, isso significa que profissionais de diferentes áreas precisarão desenvolver letramento em inteligência artificial: compreender como essas tecnologias funcionam, quais são suas possibilidades e como utilizá-las de forma responsável.
O movimento acompanha uma transformação mais ampla do mercado. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta que habilidades tecnológicas e competências humanas devem caminhar juntas diante das mudanças provocadas pela automação.
Competências técnicas continuam importantes, mas precisam vir acompanhadas de habilidades humanas
Embora a tecnologia esteja no centro das mudanças, características comportamentais continuam sendo decisivas para o crescimento profissional.
O levantamento do LinkedIn destaca que liderança, escuta ativa e resolução colaborativa de problemas permanecem entre as competências valorizadas pelas empresas.
Isso acontece porque, mesmo com processos automatizados, organizações continuam dependendo de profissionais capazes de comunicar ideias, trabalhar em equipe, negociar prioridades e tomar decisões em ambientes complexos.
A combinação entre conhecimento técnico e habilidades interpessoais se torna especialmente relevante para quem deseja crescer na carreira ou assumir posições de maior responsabilidade.
As habilidades mais valorizadas em diferentes áreas
O impacto das transformações varia conforme a profissão, mas a tendência é semelhante: profissionais precisam ampliar seu repertório.
Na área de marketing e comunicação, o estudo aponta crescimento de competências como storytelling digital, narrativas visuais, campanhas digitais e relacionamento com stakeholders.
Em vendas, além da capacidade comercial tradicional, ganham espaço habilidades relacionadas à análise da jornada do cliente, gestão de dados, inteligência artificial e ferramentas digitais.
Já em recursos humanos, a tecnologia amplia o uso de inteligência artificial em recrutamento e análise de desempenho, aumentando a demanda por profissionais que combinem visão analítica com sensibilidade para lidar com pessoas.
Em finanças, automação de processos, computação em nuvem e análise de sistemas aparecem como conhecimentos cada vez mais relevantes para uma área que vai além das atividades operacionais.
Adaptabilidade se torna uma das principais habilidades de carreira
Em um mercado de trabalho marcado por mudanças constantes, a capacidade de aprender continuamente passa a ser um dos principais diferenciais profissionais.
A chamada aprendizagem contínua envolve atualizar conhecimentos técnicos, acompanhar tendências da área e desenvolver novas formas de resolver problemas.
Para profissionais em início de carreira, essa habilidade pode fazer diferença durante processos seletivos. Empresas não avaliam apenas o histórico do candidato, mas também sua capacidade de evoluir, aprender e acompanhar as mudanças do setor.
Fonte exame
Foto: Nuthawut Somsuk/Getty Images













