Grupo de estelionatários causa prejuízo de R$ 101 mil a vítima do DF

Golpistas se passara por familiar de vítimas para vender veículos e outros bens. Esquema movimentou cerca de R$ 200 mil em contas de terceiros

Uma negociação de veículos e outros bens terminou em um prejuízo de R$ 101,5 mil para uma vítima de Taguatinga, enganada por um homem que se passou pelo próprio cunhado dela em um aplicativo de mensagens. O criminoso ofereceu um Corolla, uma lancha, dois freezers e uma moto aquática que, segundo ele, pertenciam a um amigo em processo de separação. A vítima trabalha com compra e venda de veículos e acreditou na negociação.

O caso levou a uma investigação que identificou um grupo suspeito de aplicar golpes semelhantes em diferentes estados. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os criminosos usavam técnicas de engenharia social e pesquisavam perfis em redes sociais para encontrar pessoas potencialmente interessadas na compra de veículos e lanchas.

As investigações começaram em abril deste ano, depois que a vítima procurou a 17ª Delegacia de Polícia. Os investigadores identificaram cinco suspeitos, localizados em Várzea Grande (MT) e Ponta Grossa (PR).

O grupo também teria usado contas bancárias de terceiros para receber e movimentar o dinheiro obtido nos golpes. Uma análise do Laboratório de Lavagem de Capitais da PCDF apontou movimentações de aproximadamente R$ 200 mil relacionadas às contas vinculadas ao esquema.

Durante a apuração, foram encontrados indícios de outras vítimas e de crimes semelhantes cometidos em diferentes estados. A suspeita é de que os investigados tenham atuado de forma organizada para aplicar os golpes e ocultar ou movimentar os valores obtidos.

Nesta segunda-feira (28/9), uma operação conjunta da PCDF com as Polícias Civis de Mato Grosso e do Paraná cumpre cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas para bloquear e sequestrar valores relacionados aos crimes investigados. Os suspeitos poderão responder por estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais.

Fonte Correio Braziliense
Foto:  PCDF/Divulgação