Esses 5 sinais mostram quem é confiante de verdade no trabalho, segundo psicóloga

Psicóloga americana explica por que confiança não é domínio e quais atitudes revelam o ego inflado

Todo ambiente de trabalho tem alguém que fala mais alto na reunião, lembra a todo momento dos próprios resultados e parece muito satisfeito consigo mesmo. É fácil confundir esse comportamento com autoconfiança. Para a psicóloga americana Marisa G. Franco, o jeito como essa pessoa trata os outros costuma contar outra história: hostilidade, irritação e relações conturbadas são sinais de insegurança, não de autoestima.

Professora da Universidade de Maryland, Franco passou anos pesquisando o tema para o livro Worthy, lançado em setembro nos Estados Unidos. Em artigo publicado na CNBC Make It, ela explica por que é fácil se enganar e quais sinais ajudam a separar o ego inflado da segurança real.

A distinção não serve só para avaliar os outros. Segundo a psicóloga, conviver com pessoas seguras de verdade, sejam amigos, chefes ou colegas, ajuda a construir relações em que a gente se sente valorizado e, com o tempo, a desenvolver a mesma segurança.

Os dois sinais de alerta do ego inflado
O primeiro é a necessidade de estar sempre no centro das atenções. Segundo Franco, quem age assim muitas vezes está compensando uma insegurança e enxerga cada encontro como uma chance de conquistar a plateia, e não de se conectar com as pessoas. Confiança não é o mesmo que domínio.

O segundo é tratar os outros como inferiores. Pessoas inseguras, diz a psicóloga, negam respeito a quem consideram do mesmo nível e maltratam quem enxergam abaixo. Ver as relações como uma hierarquia, para ela, é sinal de insegurança.

Cargo e salário não garantem autoestima
Existe a crença de que o emprego certo, o corpo certo ou o carro certo deixam a pessoa segura. Franco cita meta-análises que contrariam essa ideia. Uma delas não encontrou efeito do sucesso profissional sobre a autoestima, e outra mostrou que, na maioria dos estudos avaliados, perder peso também não aumentou a autoestima.

Alguém pode ser bem-sucedido, bonito e rico e continuar inseguro. Por isso, a psicóloga sugere olhar para outros sinais.

  1. Pessoas seguras levam o outro em conta
    Quem é seguro se vê como alguém de valor e vê os outros da mesma forma. Em vez de ganhar à custa de alguém, procura soluções em que os dois lados saiam bem e considera as necessidades de todos. No trabalho, é o colega que não precisa diminuir ninguém para mostrar o próprio resultado.
  2. Elas não perdem o controle das emoções
    Por terem uma saúde mental mais estável, diz Franco, pessoas seguras se deixam dominar menos pelas emoções. Elas tendem a não explodir nem a se fechar diante de um problema, e essa estabilidade faz quem está por perto se sentir seguro também.
  3. Elas não mudam para agradar
    Pessoas seguras se perguntam mais como expressar quem são do que se são boas o bastante para os outros. Sabem que nem todo mundo vai gostar delas e convivem bem com isso. Como não seguem toda tendência, muitas vezes têm um estilo próprio, mesmo que destoe do resto.
  4. Elas admitem quando erram
    Segundo a psicóloga, quem é seguro consegue cometer um erro sem se sentir um fracasso. Como não carrega tanta vergonha das próprias falhas, assume a responsabilidade pelo efeito que causou nos outros, sem culpar a situação nem minimizar o problema. Quanto mais segura a pessoa, menos defensiva ela fica.
  5. Elas reconhecem quando se sentem inseguras
    O último sinal parece um paradoxo. Pessoas seguras também sentem ansiedade, raiva e vulnerabilidade, mas aceitam essas emoções sem vergonha. Para Franco, sentir-se forte não torna ninguém superior, e sentir-se fraco não torna ninguém inferior.

Na prática, segurança talvez dependa menos de nunca duvidar de si e mais do que se faz quando a dúvida aparece.

Inteligência emocional também se treina
Lidar com as próprias emoções, admitir erros e considerar o outro em situações de pressão não depende só de temperamento. São habilidades que podem ser desenvolvidas com prática.

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