Rede pública de ensino do DF auxilia estudantes na transição escolar

Secretaria de Educação orienta os profissionais da rede a acolher devidamente os alunos durante a mudança

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O fim de um ano letivo e o começo de um novo representam um desafio para muitos alunos da educação básica. Algumas vezes, a mudança inclui uma nova escola, uma nova rotina escolar, novos colegas e professores.

Para orientar profissionais de ensino público e estudantes nesse processo, a Secretaria de Educação (SEEDF) lançou o Caderno Orientador – Transição escolar: trajetórias na educação básica do Distrito Federal, que apresenta diretrizes e sugestões, didaticamente organizadas, para institucionalizar ações referentes a essa temática, tendo em vista uma educação acolhedora, sustentável e efetiva no âmbito da rede pública de ensino do Distrito Federal.

Na Coordenação Regional de Ensino do Núcleo Bandeirante, quando a transição ocorre dentro da mesma unidade escolar, no caso dos centros educacionais (CEDs), há orientações, informativos, reuniões com pais e responsáveis para que, junto com os estudantes, eles compreendam a importância de participação da família nesse processo.

No caso das escolas classe e centros de ensino fundamental, as orientações incluem conversas junto à comunidade e, sempre que possível, contato entre as unidades escolares para trocas de experiências.

Percurso escolar

“O avanço de uma etapa escolar para outra representa a evolução das aprendizagens dos estudantes e o encontro com o novo”, explica a subsecretária de Educação Básica da SEEDF, Iêdes Soares Braga. “Novos professores, novos colegas, novos espaços! Neste contexto, torna-se fundamental o desenvolvimento de ações que venham contribuir para a melhor adaptação dos estudantes a fim de que se sintam acolhidos e encorajados a seguir, com sucesso, todo o seu percurso escolar.”

A transição escolar ganhou espaço nas discussões e nos estudos educacionais, especialmente pela possibilidade de sua relação com a reprovação e com a evasão escolar, evidenciando a necessidade de ações que viabilizem minimizar os possíveis impactos decorrentes da transição entre as etapas e modalidades da escolarização, bem como de outras formas de transição que ocorrem no espaço escolar.

Por isso, o manual traz orientações e dicas práticas sobre os diferentes processos de transição dentro do ambiente escolar, uma vez que as transições não se referem apenas ao início ou ao final de um ano letivo, mas ocorrem constantemente em diversos momentos, como na chegada de um novo estudante ou na mudança da educação infantil para o ensino fundamental.

Nova fase

No caso dos estudantes da Escola Classe 3 de Ceilândia, a mudança inclui uma instituição nova. Eles estão terminando o quinto ano e, em 2024, vão estudar no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 16, também em Ceilândia. 

Na semana passada, os alunos que farão o sexto ano em 2024 fizeram uma visita guiada pela nova escola. O encontro teve como objetivo ambientar os estudantes com a nova escola, bem como ajudá-los a compreenderem suas novas responsabilidades e deveres.

Pai de Artur, aluno do quinto ano, Denilson Pereira Rodrigues Cardoso manifestou boa expectativa com essa mudança na vida do filho: “Para ele, é uma novidade. Agora ele vai sair de um professor regente e terá vários professores, então ele está muito ansioso, e a gente está procurando fazer essa escolha da melhor maneira. Ele tem muitos colegas que vão vir para cá. Além disso, essa nova escola fica mais próxima da nossa casa, e tudo isso conta”.

A transição escolar é um momento em que os estudantes começam a entrar em uma etapa mais desafiadora de suas vidas, ressaltou a coordenadora da EC 3 de Ceilândia, Kelly Patrícia Menezes de Souza.

“Para as crianças, é uma nova etapa, é uma mudança que vai acontecer; afinal, na escola classe, eles são acostumados a ter um professor, com dinâmica própria, e agora, vão para uma escola maior, com estudantes maiores, vão aumentar a quantidade de professores e novas disciplinas”, avalia. “Então, é importante acontecer esse projeto para que eles não sofram esse impacto de uma vez. Não é mais a tia, agora são professores. E é importante eles terem essa vivência, esse conhecimento do novo, do que virá.”

Crescimento

Se, para alguns alunos, o clima é de nervosismo com a nova escola, para outros, a mudança significa evolução e crescimento. É o caso de Ângelo Gabriel Gonzalez Rodrigues, 11. “Para mim, essa mudança é parte da nossa evolução, porque nós estamos no quinto ano e agora vamos para o sexto, e isso é ter sucesso, né?”, afirmou, durante a visita à escola. “E vir aqui hoje, conhecer minha próxima escola, me deixou bem tranquilo, porque ela é grande e bonita, além da quadra de esportes que é grande também e muito legal”, completou.

A turma foi recebida pela pedagoga do CEF 16 de Ceilândia, Denise Vilar, que fez um passeio por todas as partes da escola, mostrando as áreas comuns e as salas de aula, criando um clima de cordialidade entre os futuros membros da unidade.

“A transição escolar é um momento cheio de novidades, e, por isso, pode ser desafiador para as crianças”, enfatizou Denise. “São muitas as mudanças, como novas amizades, professores, ambientes e responsabilidades. Tudo isso se transforma num enorme processo de aprendizado e descobertas”.

Conheça o Caderno Orientador – Transição escolar: trajetórias na educação básica do Distrito Federal.

*Com informações da SEE-DF

Por Agência Brasília

Foto: Mary Leal/SEEDF/ Reprodução Agência Brasília