Fogos de artifício demandam atenção em festas de fim de ano

Utilização indevida de artefatos pirotécnicos pode ocasionar graves acidentes; confira quais são os cuidados em casos de emergência

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As festas de réveillon estão chegando e alguns cuidados precisam ser observados para que as comemorações ocorram com responsabilidade e segurança. Um dos itens mais procurados são os fogos de artifício. Assim como são utilizados frequentemente no São João ou em dias de jogos de futebol, os artefatos pirotécnicos usados incorretamente podem ocasionar graves acidentes.

Quem for manusear fogos de artifício não deve ingerir bebida alcoólica e as crianças devem ser mantidas a uma distância segura, acompanhadas por um responsável. A recomendação é que a utilização do material seja em um local isolado. “Alguns fogos de artifício podem apresentar defeitos, não projetar na altura devida e cair no telhado de alguma casa ou em uma vegetação seca, podendo ocasionar um princípio de incêndio”, pontua o major Fábio Bohle, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

Além de danos físicos possivelmente ocasionados pelo uso indevido do item, acidentes podem ocorrer caso o artefato seja utilizado com imprudência, conforme alerta o cirurgião plástico chefe da Unidade de Queimados da Secretaria de Saúde (SES-DF), Ricardo de Lauro Machado Homem.

“O ponto principal é a prevenção. Para se evitar acidentes, é importante que somente pessoas especializadas e com experiência façam o manuseio dos fogos de artifício. Uma vez que houve acidente, o princípio básico para qualquer queimadura é lavar com água corrente em abundância e sabão e procurar imediatamente um serviço de saúde”, ensina.

Além de queimaduras, a explosão do material pode ocasionar, em situações graves, politraumatismo. “Acidentes desta natureza são mais passíveis de lesões internas do que queimaduras. Os múltiplos traumatismos são menos evidentes, mas muito mais graves. Por isso, a pessoa atingida deve procurar uma unidade de saúde mais próxima para ser feito o controle da dor e avaliação das lesões”, defende o especialista.

Por Thaís Miranda da Agência Brasília 

Foto: Divulgação / Reprodução Agência Brasília