Educação pública do DF aprimora estágios obrigatórios de licenciatura

Mentores passarão por um curso preparatório para receber os estagiários; mudanças curriculares garantem que formandos estejam bem-preparados para as salas de aula

0
45

Portaria nº 1.321, publicada no Diário Oficial do DF (DODF) de 26 de dezembro de 2023, trará mudanças no estágio supervisionado obrigatório não remunerado nas escolas da rede pública de ensino do Distrito de Federal. As alterações incluem a introdução de cursos de formação para os professores que receberão os estagiários, permitindo que aprimorem seus conhecimentos.

As universidades mantêm convênios com a Secretaria de Educação (SEE-DF), por meio do qual os universitários participam e são selecionados para o estágio obrigatório. A mentoria, que desempenha um papel crucial nesse processo, é realizada pela Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape).

De acordo com dados obtidos em uma pesquisa feita pela pasta após os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), apenas 8% dos alunos de licenciatura registravam que o estágio obrigatório tinha sido eficiente na formação.

“Havia uma clara necessidade de reforçar essa prática. A importância dessa ação é fortalecer a formação do professor para que ele entenda o local de formação dele e para que ele tenha compreensão da prática docente”, afirma a subsecretária da Eape, Maria das Graças de Paula Machado.

O que muda

A cada semestre, além da atualização das vagas para estágio obrigatório, há o edital pela Eape das bolsas de estudo para licenciatura junto às universidades. A nova portaria traz um curso de formação, oferecido pela Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação, para os mentores que receberão os estagiários de licenciatura.

“O curso é um preparatório para que o professor entenda qual o papel dele no acolhimento e na hora de ministrar a aula na regência, para que essas horas sejam produtivas”, afirma a subsecretária.

A mudança também implementa que o plano de atividades e a autoavaliação no final do estágio passem a ser obrigatórios.

E, do outro lado, as bolsas que os servidores geralmente recebem para pós-graduação passarão a ser proporcionais ao convênio firmado: se for de quatro anos, a bolsa será para esse período. Antes da nova portaria, era uma bolsa de seis meses destinada a cada grupo de 20 estagiários que ingressavam nas instituições.

Por Jak Spies da Agência Brasília 

Foto: Mary Leal/SEE-DF / Reprodução Agência Brasília