Com escolha de blocos, começa o aquecimento para o carnaval do DF

No Distrito Federal a organização da folia de Momo está acelerado. Nos próximos dias, 56 blocos serão escolhidos e a promessa é de que recursos cheguem antes aos carnavalescos

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A quem diga que o ano no Brasil só começa, de fato, depois do carnaval, que em 2024 será de 10 a 13 de fevereiro. Na capital do país, foi dada a largada para a organização da folia e de uma das maiores festas da cultura popular brasileira. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) pretende aumentar o número de blocos de rua, neste ano, antecipando recursos e dando melhor estrutura. Porém, não há previsão para o desfile das escolas de samba ainda.

De acordo com o secretário da Secec-DF, Claudio Abrantes, para este ano serão investidos mais de R$ 6 milhões nos blocos. Os recursos estão empenhados e, diferentemente dos anos anteriores, a previsão é de que, após a escolha dos grupos carnavalescos, a verba chegue com maior antecedência do que nas folias anteriores.

“Esperamos ter mais blocos de que no ano passado, pois o recurso será maior e já está empenhado. Isso é um avanço em relação ao que vem acontecendo, quando a verba chega muito em cima da hora e prejudica a organização. Eu assumi em agosto e tivemos muitos eventos para organizar — como o festival de cinema e o réveillon —, mas, para o ano que vem, pretendemos começar a ajustar tudo em março”, conta Abrantes, que marcou para 26 de março o primeiro encontro preparativo para 2025. “Esse é meu maior compromisso, pois sabemos que da forma como está não é o ideal.”

Nesta quinta-feira (4/1), foi divulgado pela secretaria a escolha da organização da sociedade civil (OSC) que ficará responsável pela execução dos blocos de rua para os festejos de Momo, que este ano tem como temática: é na rua que a alegria transborda.

A vencedora do certame foi a Associação Amigos do Futuro, conforme foi oficializado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Toda a seleção contou com acompanhamento de uma comissão composta por cinco membros. “A OSC ficará responsável por entregar um kit, que pode ser a estrutura ou outro tipo de necessidade do bloco, além do pagamento de cachês. Essa é uma escolha normal, uma vez que não temos braços para fazer todo o processo sozinhos”, explica o chefe da pasta da Cultura.  

Após a análise e confirmação de atendimento e procedência, a Secec-DF irá publicar a homologação final da seleção, dando o pontapé inicial à parceria com a organização, que será firmada por meio de um Termo de Colaboração. Uma vez homologada, a Associação Amigos do Futuro terá um prazo previamente estabelecido para organizar, administrar e fazer a curadoria dos blocos de rua para o carnaval 2024.

Expectativa

As inscrições para os blocos que querem sair nas ruas vão até esta sexta-feira (5/1), às 18h, por meio de um formulário disponível no site da Secec-Df. O cadastro será utilizado no processo de avaliação e seleção dos 56 blocos de rua que serão apoiados pelo Edital nº 20/2023. Os dados fornecidos no ato de inscrição são essências para a escolha criteriosa e transparente dos blocos que receberão o apoio.

O presidente da Liga dos Blocos Tradicionais, Paulo Henrique Nadiceo, conta que as expectativas para este ano estão a todo vapor. “Queremos colocar 1 milhão e 600 mil pessoas nas ruas de Brasília, pulando e brincando no carnaval”, conta.

Completando 32 anos de folia pelas ruas da capital, o representante dos bloco dos Raparigueiros Jean Costa conta que a expectativa é fazer uma festa ainda maior do que nos anos anteriores. “Esperamos que o bloco mais uma vez seja contemplado, e que ajustes sejam feitos para garantir a segurança e tranquilidade dos foliões”, ressalta. “Sempre estamos em busca de melhorar cada vez mais, para trazer conforto e tranquilidade”, completou.

Marcelo Teixeira, representante do tradicional bloco Pacotão, que há 46 anos participa do carnaval de Brasília, relata: “Estamos animados e temos vários temas para as marchinhas. As estruturas estão praticamente fechadas aguardando o bloco ser contemplado pelo governo.”

Por Mariana Saraiva, Suzano Almeida do Correio Braziliense

Foto: Germano Ramthun/Divulgação / Reprodução Correio Braziliense