‘Quem pensa demais tem essas três características’, diz especialista em inteligência emocional

Segundo Marian Vera, excesso de pensamento pode indicar sensibilidade, profundidade e alto potencial

“Eu penso demais.” A frase costuma vir acompanhada de culpa, como se refletir excessivamente fosse falha de caráter, fraqueza ou incapacidade de agir.

Mas a especialista em inteligência emocional Marian Vera propõe que o problema não é pensar demais — é não saber direcionar essa mente poderosa.

Para quem vive analisando cenários, antecipando riscos e revisitando decisões, a provocação é relevante: e se aquilo que você considera um defeito for, na verdade, uma competência mal calibrada? 

A seguir, veja três características que ninguém fala de pessoas que pensam demais. As informações foram retiradas de AS EUA.

  1. Uma mente que conecta pontos invisíveis
    Segundo Vera, pessoas que pensam demais possuem uma mente altamente ativa e profunda.

“Elas sentem rápido, compreendem profundamente e conectam pontos que outros nem percebem”, afirma.

Esse padrão cognitivo favorece leitura de contexto, pensamento estratégico e capacidade de antecipação — habilidades altamente valorizadas em ambientes profissionais complexos.

O conflito surge quando essa mesma mente passa a ser usada para antecipar dor, controlar variáveis e evitar vulnerabilidade. Nesse momento, a reflexão deixa de ser recurso e vira mecanismo de defesa.

  1. Sensibilidade elevada — que vira dúvida
    Quem pensa demais percebe silêncios, mudanças sutis de energia, expressões mínimas, ou seja, têm radar emocional apurado.

O problema não é essa percepção. É não saber o que fazer com ela.

Sem um espaço seguro para processar o que sentem, essas pessoas transformam sensibilidade em autocrítica, passam a duvidar das próprias intenções, interpretam sinais neutros como erro próprio e vivem em estado de questionamento constante.

O que parece insegurança pode ser, na verdade, sensibilidade sem ancoragem.

  1. Potencial reprimido pelo medo
    Existe ali um potencial enorme, mas algo impede que ele se manifeste plenamente. Não é falta de coragem, é medo — de errar, de ser mal interpretado, de perder controle.

A especialista reforça que pessoas que pensam demais não precisam “consertar” a mente, mas sim reconectar-se ao corpo. Sair do excesso de antecipação e voltar ao momento presente.

Por Por Brasília
Fonte Exame
Foto: Daniel de la Hoz/Getty Images