A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) uma nova fase da Operação Exfil, que investiga o vazamento de dados sigilosos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e de seus familiares.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após indícios de acessos indevidos a informações protegidas de integrantes da Corte, do procurador-geral da República e de pessoas ligadas a essas autoridades.
Nesta fase, a PF cumpriu um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.
O alvo da prisão é o empresário Marcelo Conde, que está foragido no exterior. Segundo a investigação, ele teria comprado mais de mil dados sigilosos, incluindo informações da esposa de Moraes, Viviane Barci.
Segundo as investigações, houve múltiplos acessos ilícitos aos sistemas da Receita Federal, seguidos do vazamento dos dados.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) diz que informações de 1.819 contribuintes foram acessadas, incluindo pessoas vinculadas a ministros do STF e do TCU, parlamentares, ex-senadores, ex-governador, dirigentes de agências reguladoras e empresários.
A primeira fase da operação ocorreu em 17 de fevereiro. A ação foi deflagrada no âmbito de uma investigação aberta dentro do inquérito das fake news e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os alvos trabalhavam na Receita Federal.
O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 pelo ministro Dias Toffoli, que à época presidia o STF, por iniciativa própria, sem que houvesse pedido da Polícia Federal e da PGR. Toffoli designou Alexandre de Moraes como relator da investigação.
Por Por Brasília
Fonte CNN Brasil
Foto: Luiz Silveira/STF













