A inteligência artificial popularizou-se em uma velocidade poucas vezes vista. Parece que, de uma hora para outra, todos foram obrigados a mergulhar nessa onda, especialmente no ambiente corporativo, onde dominar ferramentas de IA se tornou imprescindível para ganhar produtividade.
Mas ainda há espaço para habilidades essencialmente humanas, que não podem ser reproduzidas por uma máquina. É isso o que afirma Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn. “O que muitos não percebem é que as nossas habilidades exclusivamente humanas são o que nos tornam insubstituíveis”, defende o executivo em um artigo publicado em CNBC Make It.
“E, no mercado de trabalho volátil de hoje, é algo que especialmente os jovens não podem se dar ao luxo de ignorar.”
Roslansky elencou cinco habilidades que ainda exigem a experiência humana. Veja a seguir.
Quais são as 5 habilidades que a IA não pode substituir?
Curiosidade
Oferecer respostas é uma das habilidades em que ferramentas de IA se destacam. Com um comando simples, por exemplo, o ChatGPT é capaz de oferecer uma resposta completa – muitas vezes com mais informação do que foi solicitado. Mas fazer perguntas ainda é uma capacidade que o ser humano sai ganhando. “E se tentássemos algo completamente diferente” é uma pergunta que dificilmente a IA, que trabalha com base em padrões, faria.
Coragem
Tomar riscos vale ouro no mercado corporativo. É a coragem de tomar decisões mesmo sem todas as informações necessárias ou com retorno financeiro garantido que torna as empresas inovadoras. E isso dificilmente pode ser reproduzido por uma máquina. A IA até pode calcular risco com base em milhares de variáveis, mas a decisão de seguir em frente segue sendo humana.
Criatividade
Ferramentas de IA, como o ChatGPT, geram possibilidades apenas com base em padrões que já existem. Inventar com uma base lógica é uma tarefa difícil (ou quase impossível) para uma máquina. Há chances dela alucinar e oferecer respostas falsas ou que não fazem sentido com a realidade. Por isso, a criatividade continua sendo um ativo de extrema relevância para profissionais.
Compaixão
Robôs têm sentimento? Talvez esta seja uma das perguntas sobre tecnologia que preocupam os seres humanos há mais tempo. Não à toa existem dezenas de filmes que se propõe a debater sobre os limites sentimentais das máquinas. Mas a boa notícia (para nós humanos) é que nenhuma ferramenta de IA pode sentir e expressar compaixão. O que ela faz, na verdade, é reproduzir padrões comuns a esse sentimento.
Comunicação
A tecnologia é ótima para organizar, traduzir e estruturar informações. Mas quem dá sentido, contexto e profundidade são as pessoas. “É como escrever um livro”, exemplifica Roslansky. “A IA ajuda em alguns momentos, oferecendo feedback ou refinando exemplos. Mas o que realmente molda a escrita de um livro são as pessoas: conversas cara a cara, reflexão profunda e o atrito de ideias.”
Por Por Brasília
Fonte Exame
Foto: Reprodução/LinkedIn













