Existem mais de 594 milhões de empreendedores no mundo, segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2026. Em um cenário tão competitivo, chamar atenção deixou de ser suficiente. Agora, o que muda a regra do jogo é construir confiança.
Dados da consultoria Edelman mostram que 81% das pessoas precisam confiar em uma marca para comprar dela. No universo financeiro, essa lógica se amplia: a confiança reduz a percepção de risco — e isso impacta o valor do negócio no mercado.7
Veja, a seguir, quatro estratégias que conectam marca pessoal e valor financeiro.
- Consistência é o novo indicador de risco
A repetição coerente de valores, posicionamento e decisões reduz incerteza — um dos principais fatores considerados em análises de risco.
Segundo a Harvard Business Review, a consistência é determinante para a percepção de confiabilidade em lideranças. No mercado financeiro, previsibilidade é sinônimo de segurança.
Empreendedores que mudam constantemente de discurso tendem a aumentar o “desconto” aplicado pelo mercado — seja em negociações, parcerias ou investimentos.
- Transparência como ativo de governança
Um estudo da Label Insight mostra que 94% dos consumidores são mais leais a marcas transparentes. Assim, essa característica também influencia diretamente a confiança e a qualidade das relações com investidores.
Empresas e líderes que explicam decisões, admitem erros e comunicam riscos tendem a ter relações mais sólidas.
- Autoridade baseada em dados reduz incerteza
No mercado financeiro, narrativa sem evidência não sustenta valor. Segundo a Nielsen, 92% das pessoas confiam mais em recomendações e dados do que em publicidade. Para empreendedores, isso significa traduzir resultados em métricas claras: crescimento, margem, eficiência.
Quanto mais tangível for a entrega, menor a percepção de risco e maior a disposição do mercado em apostar.
- Alinhamento entre discurso e prática protege valor
Incoerência destrói confiança e, muitas vezes, valor de mercado. A PwC aponta que líderes percebidos como éticos têm até três vezes mais chances de gerar confiança.
Em finanças, isso se traduz em menor risco reputacional, menos crises e maior estabilidade.
Por Por Brasília
Fonte Exame
Foto: Anchiy/Getty Images













