A imagem que uma pessoa projeta para a sociedade depende diretamente da forma como os sentimentos são expressos e da postura física adotada. Estudos sobre comportamento revelam que o julgamento é formado em pelo menos 30 segundos, tendo como base a percepção do posicionamento
A psicóloga social Amy Cuddy demonstrou no livro O poder da presença que a postura é influenciada pela fisiologia, ou seja, pelo funcionamento biológico e hormonal do organismo. Posições de expansão, conhecidas como “poses de poder”, elevam a testosterona e reduz o cortisol, que é o hormônio responsável pelo estresse.
Consequentemente, essa alteração química aumenta a autoconfiança e modifica a percepção externa. Quando o corpo ocupa mais espaço e mantém uma posição aberta, a mensagem transmitida é de segurança e competência.
Por outro lado, posturas retraídas costumam ser interpretadas como sinais de insegurança ou fragilidade.
Entre empatia e excesso
O uso estratégico das emoções permite estabelecer conexões profundas ou causar o afastamento social. A tristeza, quando compartilhada com equilíbrio, demonstra vulnerabilidade e gera empatia, o que aproxima as pessoas.
No entanto, a ausência de limites transforma esse sentimento em vitimização, gerando uma sobrecarga para o grupo social ou familiar.
Da mesma maneira, o entusiasmo atua como um motor para o carisma. Contudo, o excesso de euforia pode ser interpretado como falta de foco ou imaturidade. Portanto, o equilíbrio entre o que se sente e o que se demonstra é o fator decisivo para manter relacionamentos saudáveis e exercer influência em qualquer contexto da vida.
A influência da postura nas decisões
No ambiente corporativo, a gestão da imagem física e emocional torna-se um diferencial competitivo. Profissionais que adotam posturas abertas tendem a transmitir maior autoridade e a conquistar a confiança com mais facilidade.
Além disso, a inteligência emocional aplicada à tomada de decisão evita que crises externas gerem reações impulsivas. O domínio sobre o próprio corpo permite que o profissional mantenha a clareza mental mesmo sob pressão.
Portanto, a prática das “poses de poder” antes de momentos decisivos, como apresentações ou entrevistas de emprego, funciona como um preparo mental que alinha o estado interno à performance esperada.
Desenvolvendo confiança e equilíbrio
A capacidade de compreender e administrar as próprias emoções tem se tornado uma das habilidades mais valorizadas tanto nas relações pessoais quanto no ambiente profissional. Em contextos de pressão, negociações e tomada de decisão, a inteligência emocional influencia diretamente a forma como uma pessoa reage, se comunica e transmite confiança.
Por Por Brasília
Fonte Exame
Foto: Freepik













