“Eu não tenho nada a esconder”, diz Bolsonaro sobre o cartão de vacinas

Segundo o ex-presidente, a Polícia Federal fez uma cópia de seu cartão de vacinas e também levou seu celular para perícia

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Na manhã desta quarta-feira (03/05), foi deflagrado um mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que mora no Jardim Botânico, em Brasília. A operação da Polícia Federal busca investigar fraudes em cartões de vacina contra a covid-19. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi preso.

O ex-presidente ficou surpreso com o mandado em sua casa por este motivo. “Eu não tomei a vacina e sempre deixei isso claro”, disse ele. O Brasil teve mais de 700 mil mortes causadas pela doença durante o período da pandemia.

Informações preliminares falavam, porém, em adulteração do cartão de vacinas de Jair, sua esposa Michelle e também de sua filha mais nova, a Laura, hoje com 12 anos. Segundo o ex-presidente, Michelle tomou a vacina da Janssen nos Estados Unidos, enquanto sua filha e ele não foram vacinados.

“Eu não tomei a vacina e nunca neguei isso. Nunca me foi pedido cartão de vacina para entrar nos Estados Unidos, não existe adulteração de minha parte”, afirmou o ex-presidente.

O país norte-americano, que havia fechado sua fronteira para estrangeiros não-cidadãos em viagens consideradas não essenciais, passou a permitir a entrada de turistas, desde que vacinados. A ordem começou a valer em novembro de 2021.

Bolsonaro ainda disse que foi sim pressionado a tomar o imunizante, mas não o fez pois “leu a bula”. Foi tirada uma cópia dos cartões de vacina dele e de sua família para seguimento da investigação. Além disso, o celular do ex-presidente também foi levado. “Não tenho nada a esconder, meu telefone não tem senha”, disse ele.

Em claro ataque ao atual governo, o ex-presidente ainda disse que ficou surpreso com a busca e apreensão em sua casa. “Todo mundo é cidadão, é igual, mas fico surpreso com isso na casa de um ex-presidente. No Brasil de hoje tudo é possível”, completou.

Por Camila Bairros do Jornal de Brasília

Foto: Reprodução Jornal de Brasília