Projeto oferece apoio e acolhimento a dependentes químicos no DF

Conheça a história de superação de William Itapirema, que passou por atendimento, com parceria da Sejus, para lutar contra o alcoolismo e o vício em drogas

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Superação! É com essa palavra motivadora que a Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus) conta a história de William Itapirema, 53 anos. Poderia ser roteiro de novela, livro, filme ou até mesmo causo popular, mas é a trajetória da vida real de um homem que escolheu transpor barreiras e ir em busca da alegria de viver.

O brasiliense William cresceu com a convivência e o exemplo do pai alcoolista e ainda jovem passou por situações que lhe apresentavam o álcool. Sem ter conhecimento de também ser adicto – indivíduo que tem dependência química de determinada substância -, antes dos 18 anos iniciou o uso de bebidas alcoólicas. Depois da vida adulta, chegou a usar outras substâncias, como a cocaína.

“Foram idas e vindas na vida. Alguns períodos, em que bebia mais, outros menos. Mas isso sempre esteve presente em minha vida. Durante muitos anos acreditava que não necessitava de uma ajuda para largar. Mas a coisa foi tomando proporções maiores. A gente demora a aceitar a realidade. O alcoolismo é uma doença progressiva e chegou um momento em que ficou insustentável”, relembra William.

A situação da dependência química chegou a níveis mais intensos e refletiu na vida profissional e familiar de William na última década. Ele chegou a se separar da esposa e a ser desligado do emprego.

O recomeço de William se deu em 2022. Após a indicação de um amigo, ele procurou acolhimento no Instituto Abba Pai, comunidade terapêutica parceira da Sejus, e iniciou as atividades na unidade em outubro daquele ano. Ele já está há nove meses sem utilizar nenhuma substância química.

Apoio e acolhimento

A Sejus trabalha com palestras e atividades de prevenção ao uso de drogas e também atua no atendimento psicossocial para dependentes químicos e familiares e encaminhamento do dependente químico para o tratamento mais adequado, podendo ser em uma das comunidades terapêuticas parceiras do órgão. Além disso, realiza busca ativa a pessoas em situação de rua dependentes químicas e auxilia na reinserção social do adicto em recuperação, indicando cursos profissionalizantes e colaborando com a empregabilidade.

A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, ressalta que o consumo de drogas e o uso abusivo de álcool causam danos significativos à saúde e à convivência social. “As consequências, a curto ou a longo prazo, prejudicam o indivíduo no trânsito, no seu local de trabalho e em seu convívio familiar. É de grande importância a atuação profissional para a prevenção, e a Sejus é a rede de apoio para esses casos”, afirma a titular da pasta.

Se a escolha for por acolhimento, a Sejus dispõe de 330 vagas distribuídas em 12 comunidades terapêuticas parceiras, além de oferecer assistência psicossocial ativa, que pode ser individual ou coletiva, de forma presencial ou online.

A subsecretária de Enfrentamento às Drogas da Sejus, Gilce Sant’Anna Teles, explica que o plano de trabalho seguido por cada uma das comunidades terapêuticas é aprovado pela Secretaria. “As diretrizes básicas são definidas pela Sejus, que acompanha e fiscaliza o trabalho realizado com foco no cuidado, tratamento e reinserção socioeconômica”.

Nova jornada

“É de grande importância a atuação profissional para a prevenção, e a Sejus é a rede de apoio para esses casos”Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

A partir do acolhimento na comunidade terapêutica, um novo momento começou na vida de William. Ele passou a participar de todas as atividades propostas no plano terapêutico do local, construído para cada acolhido de forma personalizada. Foi nesse período também que ele retomou os estudos com apoio dos integrantes da unidade, se preparou para a prova do concurso público de professor efetivo da Secretaria de Educação do DF realizado em 2022 e foi aprovado. O sucesso da vida profissional se repetiu na pessoal. Ano passado, William retomou para casa e para o convívio familiar.

“Estou com minha esposa e minhas duas filhas. Tivemos períodos turbulentos, mas isso ficou no passado. A partir do tratamento na Abba Pai, que eu considero como um santuário mesmo, eu pude me reencontrar. Agora sigo com a manutenção do tratamento e com muita força de vontade para não retomar a antigos comportamentos”, afirma William.

Para mais informações sobre acolhimento em comunidades terapêuticas, é só entrar em contato pelo e-mail acolhedf@sejus.df.gov.br ou pelo WhatsApp (61) 8314-0745.

*Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus)

Por Agência Brasília

Foto: Reprodução Redação News