Vaquinha virtual arrecada dinheiro para professora do DF tratar câncer

Nilde, de 49 anos, cria vaquinha on-line no intuito de realizar exames após diagnóstico de câncer de mama

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Deusenilde Ramos, 49 anos, moradora do Valparaíso e professora do Distrito Federal, detectou um nódulo na mama em janeiro de 2020. Alguns meses depois, Nilde, como é conhecida por parentes e amigos, recebeu o diagnóstico de câncer na mama. Após exames e até a retirada da mama direita em outubro, foi necessário o tratamento de hormonioterapia — usado contra os tipos de câncer relacionados ao hormônio.

Em dezembro de 2023, a doença voltou mais forte, sendo necessário fazer quimioterapia. “O câncer voltou, inclusive na mesma mama. Os médicos ficaram espantados porque não é comum, além disso eles afirmaram que eu era muito jovem para esse câncer voltar em menos de 5 anos. Ele (o câncer) voltou mais agressivo e dessa vez veio invasivo, que quer dizer que ele pode ir para qualquer parte do meu corpo. Ainda fui informada que estou com metástase no fígado, então os médicos já querem radicalizar o câncer no órgão e ver como vou reagir para depois tomar providências em relação a cirurgias”, pontua.

“Eu preciso fazer alguns exames, tomografia, cintilografia óssea, ressonância magnética, então como na rede pública só tinha daqui seis meses, eu não posso esperar, eu iniciei tudo pelo particular”, afirma.

Nilde está sendo acompanhada por médicos e especialista no Hospital de Base, mas para que consiga fazer exames complementares o mais rápido possível, ela criou uma vaquinha on-line para custear as despesas. “Tive a ideia de criar a vaquinha, minha sobrinha me ajudou a fazer, com intuito de me ajudar a pagar esses exames”, diz.

Para ajudar, basta acessar o link da vaquinha para a doação.

A professora confirma estar esperançosa para que tudo possa ocorrer bem. “Estou com muita esperança, agradeço muito o apoio que venho tendo, tenho muitas pessoas me ajudando. Quando vemos essa corrente positiva, temos mais força para acreditar que dará tudo certo. Sou muito feliz, apesar de tudo, pois sei que nessa batalha não estarei sozinha”, acentua.

*Estagiária sob supervisão de Ronayre Nunes

Por Maria Eduarda Maia do Correio Braziliense 

Foto: Arquivo pessoal / Reprodução Correio Braziliense