94% dos brasilienses atravessam o Eixão pela passagem subterrânea

IPEDF divulga resultados de estudo sobre como o pedestre cruza a via

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O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresentou os resultados da pesquisa Travessias do Eixão nesta quarta-feira (19). Com o objetivo de contabilizar e conhecer o perfil e as motivações dos usuários das passagens subterrâneas que atravessam o eixos rodoviário, leste e oeste – popularmente conhecidos como Eixão e Eixinhos -, a pesquisa também buscou compreender se os usuários vivenciaram situações de perigo e as percepções deles acerca da qualidade das travessias.

Para atravessar o Eixão, cerca de 94% dos 25.147 contabilizados utilizam as travessias subterrâneas e apenas 6% atravessam as vias. Nos eixinhos L e W, 58,82% e 73,52% utilizam as travessias, respectivamente. Apenas na 115/215 Norte, a maioria (55,5%) prefere atravessar as vias. Em relação ao perfil dos usuários das passagens, observou-se que a maioria são pedestres (97%), adultos (84%) e mulheres (57,63%). A pesquisa mostra, ainda, que  12% da população do Plano Piloto utiliza as passagens subterrâneas, e que 58% de quem atravessa são mulheres negras, entre 30 e 44 anos. As utilizações são geralmente para estudo e trabalho, com cerca de 80% que fazem o uso dos espaços frequentemente.

Para o administrador do Plano Piloto, Valdemar Medeiros, “essa pesquisa é importante para que nós gestores tenhamos mais informações para dar mais qualidade de vida à população do Plano Piloto.”

Manoel Clementino, presidente do IPEDF, disse que “a principal importância desse estudo é entender mais sobre quem usa esses espaços e levantar informações, fomentar o debate. Esse é o papel da nossa instituição, produzir dados necessários e auxiliar os gestores em sua tomada de decisão.”

Em parceria com colaboradores da Universidade de Brasília (UnB) e da Associação Andar a Pé – o Movimento da Gente, foram contabilizadas 25.147 pessoas e entrevistadas 5.407 entre novembro e dezembro de 2021. Foram consideradas as 22 passagens subterrâneas – incluindo as seis integradas com o metrô – e a passagem superficial da 116/216 Norte. A pesquisa identifica as travessias mais e menos utilizadas, os horários de maior e menor movimento, se os usuários atravessam sozinhos ou em grupo e “por cima” ou na passagem.

As travessias do metrô na Asa Sul atraem um volume maior de usuários do que todas as demais travessias juntas, contabilizando 13.410 mil usuários, com destaque para a da 114/115. Entre as demais travessias subterrâneas, a quantidade de usuários é maior nas que estão próximas aos pontos de atração de trabalhadores, com destaque para as dos setores Bancário e Hospitalar Sul. Em todas as travessias, o horário de pico concentra-se das 7h às 9h e das 15h às 17h.

*Com informações do IPEDF e da Administração Regional do Plano Piloto

Por Agência Brasília

Foto: Renato Alves/Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília