Cine Brasília estreia neste sábado “Ápice”, filme independente do DF

Entrevista do Jornal de Brasília, o jovem cineasta Salliba conta detalhes sobre a produção

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Neste sábado (26) o Cine Brasília recebe a estreia do curta-metragem “Ápice”, dirigida pelo cineasta brasiliense Salliba, a obra é uma homenagem à força das pessoas pretas. Além do lançamento também acontecerá o “Ápice— A Experiência”, uma forma de apresentar ao espectador uma experiência sensorial com performances de artistas locais e shows, incluindo uma performance musical de Prince Exsoo. A programação ainda conta com um tributo inédito do autor e diretor Salliba, que apresentará um medley de músicas que complementam as reflexões apresentadas no curta-metragem.

Baseado no nascimento de Ícaro e sua conexão com a natureza, o curta acompanha a jornada de Maria, que encontra forças em meio a uma sociedade racista. Ambas as produções ressaltam o valor de pretos e pretas em uma sociedade que busca igualdade. O curta de introdução dura em média 30 minutos e celebra a resiliência e o empoderamento.

Confira a entrevista exclusiva que o cineasta Salliba, concedeu ao Jornal de Brasília com detalhes da produção, e o evento que acontece logo após a exibição do Cine Brasília. 

JBr: O longa fala sobre o empoderamento de pessoas pretas por meio do amor e do afeto, temas importantes pois no cinema, pessoas pretas são muitas vezes retratadas com dor e sofrimento. Essa foi a proposta do curta?

Salliba: Sim, a proposta central de ÁPICE é realmente celebrar o empoderamento de pessoas pretas por meio do amor e do afeto. Queríamos abordar uma narrativa que fosse além das representações frequentemente dolorosas ou estereotipadas, e mostrar a força, a resiliência e a beleza das vivências pretas. Queremos que os espectadores se sintam inspirados e conectados, oferecendo uma perspectiva mais positiva e diversificada.

JBr: Como é dirigir uma produção independente, existe muita dificuldade no Brasil em relação a recursos para a sétima arte.

Salliba: Dirigir uma produção independente no Brasil pode ser um desafio, especialmente quando se trata de recursos financeiros. No entanto, a independência também nos dá a liberdade criativa de contar histórias autênticas e impactantes. A busca por financiamento e recursos é uma jornada, mas o amor pelo projeto e o comprometimento da equipe fazem toda a diferença.

JBr: Qual a maior mensagem que o espectador pode esperar do curta?

Salliba: A maior mensagem que o espectador pode esperar de ÁPICE é a importância de se reconectar com a própria essência e força interior. O filme convida os espectadores a celebrarem sua individualidade, a se amarem e a reconhecerem a importância de suas histórias. Além disso, queremos transmitir a mensagem de que o amor e a conexão podem ser instrumentos poderosos de transformação e superação.

JBr: Como foi a escolha das músicas, pois juntas completam esse álbum visual dentro do curta?

Salliba: A escolha das músicas foi cuidadosamente feita para complementar a narrativa visual do curta. Cada música foi selecionada para evocar emoções específicas e aprofundar a imersão do espectador na história. A trilha sonora contribui para criar um ambiente emocional que reflete os momentos vividos pelo protagonista, fortalecendo a conexão entre a história e a audiência.

JBr: Conta um pouco sobre o dia do lançamento e também do evento imersivo.

Salliba: O dia do lançamento será um momento de celebração e imersão. A experiência envolverá não apenas a exibição do curta, mas também elementos sensoriais e artísticos que expandiram a mensagem do filme. Haverá um evento imersivo antes da exibição, proporcionando aos convidados uma prévia do ambiente e das emoções do filme. Após a exibição, o After ÁPICE será uma celebração festiva, com shows e performances ao vivo, criando um espaço para celebrar a arte, a cultura e a conexão. Será uma noite inesquecível de união e celebração.

Serviço

Ápice – A Experiência 

Sábado (26/8), das 19h às 20h30, no Cine Brasília – EQS 106/107. Ingressos a partir de R$20, no Sympla. Classificação indicativa: 12 anos.

Por Redação do Jornal de Brasília

Foto: Tamires Rodrigues / Reprodução Jornal de Brasília