Novo Observatório de Práticas Integrativas expande serviços no DF

Fruto de parceria entre a Secretaria de Saúde e a Universidade de Brasília, unidade recém-lançada tem como objetivo incentivar terapias alternativas, como acupuntura, shantala, meditação e yoga

0
905

O Distrito Federal ganhou, nesta segunda-feira (6), o Observatório de Práticas Integrativas em Saúde. O espaço permitirá um mapeamento das técnicas oferecidas na capital, bem como a capacitação de novos facilitadores. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Saúde do DF (SES) e a Universidade de Brasília (UnB), com o apoio da Câmara Legislativa do DF (CLDF).

O trabalho será feito por professores e estudantes de graduação e de pós-graduação da UnB – a maior parte de cursos da área de saúde -, em parceria com os servidores da SES. “O objetivo é ampliar e fortalecer as práticas integrativas”, resume a professora Josenaide Engracia dos Santos, doutora em ciências da saúde e, agora, coordenadora do novo observatório.

Oferecidas como métodos complementares ou alternativos de tratamento, as práticas integrativas na rede incluem 17 modalidades, como acupuntura, shantala, meditação e yoga, ofertadas pela SES desde 2014. “São técnicas transversais a todos os níveis de atenção e trazem melhorias na promoção da saúde”, afirma o subsecretário de Assistência Integral à Saúde, Maurício Fiorenza.

Servidor qualificado

Para levar os métodos às escolas públicas, diversos profissionais da Secretaria de Educação do DF (SEE) já estão sendo capacitados nas práticas. É esperada ainda a formação de mais servidores da SES, inicialmente tendo como foco a região de Ceilândia.

Para o futuro, pretende-se expandir a ação para o Entorno do DF. “Quem fizer a qualificação no observatório vai levar a assistência por onde estiver”, avalia o gerente de Práticas Integrativas da SES, Cristian da Cruz.

A formação em terapia comunitária integrativa envolve 240 horas e tem sido ofertada a servidores de diferentes áreas, como professores, psicólogos e enfermeiros, entre outros. Nesse caso, a prática consiste na promoção do diálogo e na busca por soluções coletivas para problemas enfrentados por todo um grupo.

“O desafio atual é conviver e tratar as patologias do ‘viver juntos’, e a terapia comunitária é um dos poucos instrumentos que possibilitam isso”, afirma o criador da terapia comunitária integrativa, o médico cearense Adalberto Barreto, presente ao lançamento do observatório, no campus da UnB de Ceilândia.

Práticas disponíveis

A SES oferece atualmente 17 práticas integrativas na rede de unidades básicas de saúde (UBSs): acupuntura, arteterapia, auriculoterapia, automassagem, homeopatia, fitoterapia (plantas medicinais), yoga (modalidades hatha e laya), lian gong, medicina e terapias antroposóficas, meditação, musicoterapia, reiki, shantala, tai chi chuan, terapia comunitária integrativa, ayurveda e técnica de redução de estresse.

Para saber onde cada uma é ofertada, bem como ter acesso aos grupos online de hatha yoga, laya yoga, automassagem, terapia comunitária e técnica de redução de estresse, veja o portal da SES.

*Com informações da Secretaria de Saúde do DF

Por Agência Brasília

Foto: Alexandre Álvares/Agência Saúde / Reprodução Agência Brasília