Professores do DF vão se reunir para iniciar a campanha salarial 2024

No evento vão ser debatidos temas como o índice de reajuste salarial de 19,8%, acordos da greve e a atualização da pauta de reivindicações da categoria

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Para começar a Campanha Salarial de 2024, os professores e orientadores educacionais da rede pública do DF se reunirão para a primeira assembleia geral com paralisação dia 20 de março, às 9h, na Funarte. No evento vão ser debatidos temas como o índice de reajuste salarial de 19,8%, acordos da greve e a atualização da pauta de reivindicações da categoria.

Segundo Cleber Soares, diretor da comissão de negociação do Sindicato dos Professores, afirma que as reivindicações da categoria se iniciam com a recuperação das perdas salariais de 19,8%, que são perdas acumuladas em decorrência da inflação de primeiro de janeiro de 2019 a trinta e um de dezembro de 2023. “É uma assembleia para que a gente cobre do governo o comprimento integral do acordo de greve do ano passado”. O sindicato alega que alguns itens foram cumpridos, outros estão em curso, mas outros não foram iniciados.

O acordo com o governo foi assinado pela junto a Secretaria de Educação, Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão e Casa Civil do DF. Os educadores também reivindicam pela continuidade da mesa de negociação permanente, para que seja discutida a reestruturação da carreira. “Esse debate sobre reestruturação de carreira começou em 2022, e gerou uma minuta com uma série de propostas para reformulação da nossa carreira, mas infelizmente não teve consequência”. Na assembleia, também vai ser decidido se os educadores irão entrar em greve e quais serão os próximos passos da campanha salarial de 2024.

Toda a rede pública foi convocada, e Cleber explica que a categoria pretende tentar sensibilizar o governo e a sociedade para que haja respeito ao que foi acordado e tenha mais investimentos para a educação. “Porque o grande problema, no final das contas, é que os recursos para a educação tem diminuído”. O que tem ocasionado uma série de problemas nas escolas. “Um exemplo, que tem angustiado muito a categoria, é o aumento específico de alunos em sala de aula, para além da estratégia de matrícula do próprio governo”.

A Secretaria de Educação do DF esclareceu para o Jornal de Brasília, que em relação às demandas do acordo de greve de 2023, as mesmas estão sendo devidamente tratadas pelo governo. Foi citado pela pasta, que a incorporação da Gratificação da Atividade Pedagógica (Gaped) e a Gratificação de Suporte Educacional (Gase) foram reivindicações já atendidas. A pasta também destacou existir a mesa de negociação permanente com o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF).

Por Amanda Karolyne do Jornal de Brasília

Foto: Felipe de Noronha/SEE-DF / Reprodução Jornal de Brasília