Com recursos do FAC, série narra trajetória de artistas de Brasília

Dividida em nove episódios – o segundo será lançado nesta quinta (6) –, produção conta detalhes da cena cultural brasiliense

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“São pessoas que constroem diariamente a identidade do DF; vieram de todo o país e, juntas, criaram uma cultura única para o quadradinho” Arthur Gonzaga, diretor da série

Mais um episódio da série documental Brasília, 60 anos de cultura será disponibilizado para o público, no formato online, nesta quinta-feira (6). A produção retrata a história de nove pioneiros no desenvolvimento e crescimento do cenário cultural do Distrito Federal. Os trechos serão lançados semanalmente até 1º de maio.

O diretor da série documental, Arthur Gonzaga, conta que buscou personagens com perfis diferentes para contemplar o mosaico cultural que é Brasília. “São pessoas que constroem diariamente a identidade do DF; vieram de todo o país e, juntas, criaram uma cultura única para o quadradinho”, ressalta.

Com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), o projeto começou a sair do papel em 2020, mas foi interrompido pela pandemia do novo coronavírus. “Tínhamos muita preocupação com a saúde dos entrevistados, que são idosos, então só voltamos a gravar no começo deste ano, quando nos sentimos seguros”, explica o diretor.

“O FAC nos deu todo o suporte financeiro de que precisávamos”, conta. “Conseguimos fazer o trabalho com segurança, todos os profissionais receberam – sendo que muitos estavam parados por causa da pandemia – e os entrevistados também tiveram ajuda de custo. Sem o recurso, o projeto seria inviável.”

Histórias

Entrevistada do primeiro episódio, a pernambucana Marta Leonardo, conhecida como Martinha do Coco, chegou a Brasília aos 17 anos. Trabalhou como empregada doméstica e babá e se instalou no Paranoá, onde mora há mais de quatro décadas. O contato com a música ocorreu quando Martinha entrou para uma banda de garis que utilizava instrumentos reciclados.

De lá para cá, deixou na capital federal sua marca registrada – o ritmo envolvente do samba de coco. Hoje aos 62 anos, Martinha reconhece que registrar o passado ajuda novos nomes a surgir: “É importante deixar caminhos. Muitas outras histórias existirão, além da minha. Me senti muito honrada em participar da série e de ver que o meu trabalho é identificado como parte da cidade”.

O segundo episódio, que estreia nesta quinta-feira, apresenta o Palhaço Formiguinha, vivido há 77 anos por Ivan Portugal, fundador do Circo Real Portugal. Os dois próximos entrevistados são o fotógrafo Kazuo Okubo, atuante no DF há mais de 30 anos, e o cineasta André Luis de Oliveira, diretor do longa-metragem Meteorango Kid – o Herói Intergaláctico.

A artista plástica maranhense Ray di Castro revela detalhes da vida pública e pessoal no quinto episódio da série. Já o sexto e o sétimo são protagonizados, respectivamente, pelo produtor cultural Eduardo Cabral e pelo professor, escritor e poeta Gustavo Dourado. Ambos discorrem sobre as dificuldades de fazer arte na capital federal e contam como ajudaram a desenvolver o setor ao longo dos anos.

O oitavo episódio traz o diretor, ator, cenógrafo e figurinista Zé Regino, considerado uma das figuras mais importantes do teatro de Brasília. Por fim, a última parte da série apresenta uma homenagem a um dos grandes fotógrafos da cidade, Luís Humberto, falecido em 2021, antes da conclusão do projeto. Ele foi um dos principais expoentes da fotografia da então nova capital brasileira e um dos fundadores da Universidade de Brasília (UnB).

Serviço
Série documental Brasília, 60 anos de cultura
→ Datas de estreia dos episódios: Dias 6, 10, 13, 17, 20, 24 e 27 deste mês e 1º de maio, sempre às 20h
→ Para assistir, acesse o canal da Vanguarda Cine Ateliê no YouTube.

Por Agência Brasília

Foto: Taís Castro/Secec / Reprodução Agência Brasília